Associação Sul-Brasileira
dos Distribuidores de Autopeças

A fim de entender como as fabricantes de autopeças foram afetadas pela crise brasileira dos últimos anos, que impactou diretamente a produção de veículos, suas expectativas para a recuperação do mercado e a visão sobre inovação, a plataforma de conteúdo sobre o setor automotivo Automotive Business e a organizadora de eventos Reed Exhibitions se uniram para realizar o estudo O Horizonte para a Indústria de Autopeças. Os resultados da pesquisa on-line com gestores e lideranças de empresas expositoras da Automec, evento líder na América Latina para os setores de reposição e reparação para veículos leves, pesados e comerciais que aconteceu em abril, em São Paulo (SP), foram apresentados nessa segunda-feira, dia 27, durante o #ABX19 – Automotive Business Experience 2019, encontro que reuniu 2 mil lideranças do setor automotivo, também na capital paulista.

Com coordenação técnica da MHD Consultoria, o levantamento contou com a participação de 61 respondentes, todos profissionais atuantes em companhias de pequeno (37%), médio (37%) e grande porte (26%) fornecedoras de componentes, serviços ou tecnologia para a produção de veículos. Do total de entrevistados, 75% são gerentes, diretores, vice-presidentes, presidentes ou sócios-proprietários de empresas do segmento.

Efeitos da crise

O estudo mostra que a instabilidade econômica dos últimos anos gerou queda no faturamento da maioria das empresas (52%). Para 20% delas, o período foi de estagnação segundo seus gestores e líderes, enquanto para 28% das companhias os reflexos da crise foram positivos.

Entre os principais aspectos negativos do momento de turbulência, foram citados a redução da margem de contribuição (59%), a paralisação de investimentos ou inovações (48%), as demissões ou reduções de jornadas (39%), a inadimplência ou perda de clientes (31%) e a perda de eficiência (31%). Quanto aos efeitos positivos sentidos pelas empresas que tiveram crescimento em seus faturamentos, destacaram-se para os entrevistados a redução de custos (54%), o enxugamento das equipes (43%), a captação de novos clientes (34%), o ganho de eficiência (33%), a renúncia a negócios pouco lucrativos (31%) e a abertura de novos mercados (30%).

Projeções futuras

Para 86% dos participantes da pesquisa, este será um ano de crescimento nas vendas e 69% deles acreditam que essa expansão deverá chegar a 15%. Porém, apenas 18% estimam um pequeno aumento de contratações, de até 5%.

Já para os próximos cinco anos, a projeção é ainda mais otimista. Ninguém aposta em redução, muito pelo contrário. Chega a 91% o índice de gestores e líderes que acreditam no crescimento das vendas, 87% no aumento de produção, 75% em novos investimentos e 59% na ampliação das contratações.

Quanto às expectativas para o País em termos de vendas de veículos, vendas de autopeças e exportações, os respondentes também demonstraram confiança. A maioria deles espera que as vendas de autopeças cresçam entre 16% e 25% nos próximos cinco anos e as exportações entre 6% e 15%.

Dilema inovação

Eis os dados mais preocupantes do levantamento realizado: 15% dos entrevistados não souberam responder sobre inovação e 27% afirmaram não existir iniciativas de inovação aberta na empresa. Além disso, 16% declararam que as novas tecnologias digitais não são vistas como fator relevante para os negócios da organização.

Quando o assunto é inovação, os respondentes da pesquisa mostraram ter pouco foco estratégico de longo prazo. Entre os efeitos da transformação digital já em curso nas companhias, 33% citaram a melhora da eficiência das fábricas com elementos de indústria 4.0, 24% mencionaram o desenho de novos modelos de negócios e 22% o lançamento de novos produtos mais tecnológicos, com recursos de conectividade ou outras formas de interação.

Os maiores desafios da gestão de pessoas e a importância da diversidade na política de RH também fazem parte do estudo. Acesse o material completo pelo link https://bit.ly/2Mj2Z8j.

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