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dos Distribuidores de Autopeças
No dia nacional da Kombi: 8 curiosidades sobre a ‘Kombosa’
Dia 2 de setembro de 2020 | Por Micheli Aguiar | Sobre Destaques e Retrovisor e Últimas Notícias

Dia 2 de setembro é comemorado o Dia Nacional da Kombi – um dos carros mais queridinhos não só no país, mas no mundo! Nesta data, em 1957, saia da linha de montagem da fábrica da Volkswagen, em São Bernardo do Campo, na região do ABC paulista, a primeira Kombi feita no Brasil. Antes disso, em 1951, ela era importada e montada por aqui pela Brasmotor, hoje proprietária da Brastemp.

Ao longo de quase seis décadas de produção ininterrupta, a Kombi teve versões de passageiros, furgão e até picape cabine simples ou dupla. A “Kombosa” se despediu do mercado no final de 2013 por não conseguir atender às novas exigências de segurança.

O fato é que a Kombi motiva amor e histórias por todos os lugares. Por isso, a gente fez uma lista de curiosidades para marcar com estilo o Dia Nacional da Kombi.

1 – NOME DIFÍCIL

O nome Kombi é uma abreviação de Kombinationsfahrzeug, que significa “veículo combinado” ou “veículo misto de passageiro e carga”.

2 – A PRIMEIRA KOMBI BRASILEIRA

A primeira Kombi brasileira tinha motor traseiro refrigerado a ar, com 1,2 litro, rendendo 30 cv de potência. Sua linha evolutiva teve, em 1961, a chegada da versão de seis portas, em 1967 era a vez do modelo picape e a chegada do motor 1.5 de 52 cv e, em 1975, surgia a versão com o para-brisa único que conhecemos hoje. Três anos depois, a Kombi ganhava dupla carburação, o que aumentou sua potência para 65 cv. Nas décadas seguintes, vieram mais alterações mecânicas, como motor diesel, motor a álcool, catalisador, injeção eletrônica de combustível e refrigeração a água. A porta corrediça, tão útil, foi adicionada somente em 1997.

Kombi 00001 produzida no Brasil | Foto: Divulgação/Volkswagen

 

3 – APELIDOS CARINHOSOS

Kombi é sinal de amor e quem ama sempre tem aquele jeitinho carinhoso de chamar seu amor, não é mesmo? Com a Kombi não foi diferente. O carro teve nomes e apelidos distintos pelo mundo. Rugbrod na Dinamarca, Barndoor nos Estados Unidos, Junakeula na Finlândia, Bulli na Alemanha e Papuga na Polônia. No Brasil ficou conhecida como Kombosa, Perua e “Pão de forma” devido ao seu formato retangular. Além disso, o modelo corujinha tem esse nome devido aos para-brisas, que são divididos e se assemelham aos olhos arregalados da ave.

4 – DO BRASIL PARA O MUNDO

A Kombi produzida no Brasil foi exportada para a Argentina, na América do Sul, e para a Nigéria, na África, na década de 1980. Além disso, uma empresa inglesa importou 99 modelos produzidos no país para transformá-las em motorhomes.

5 – ALGUNS NÚMEROS

No ano de lançamento no Brasil, em 1957, eram fabricados apenas oito veículos por dia. Na década de 1960, a Volkswagen bateu o recorde de venda na época, quando foram produzidas 22 mil unidades por ano. Em 1962, a empresa teve um número de 53.073 vendidas. No último ano de produção, 2013, a empresa encerrou a fabricação ultrapassando a marca de 1,5 milhão de Kombis produzidas, num total de 1.557.984 unidades ao longo dos anos.

6 – SÓ BRANQUINHA

Dos anos 2000 até o fim da produção, a Volkswagen só produziu Kombi na cor branca e com apenas um modelo de tecido para os bancos, formato usado até o fim da produção.

7 – O ADEUS

Em 2013, em função das novas exigências de airbags e ABS em todos os carros fabricados no Brasil, a Kombi saiu de linha. Na despedida, veio a emblemática série especial Last Edition, limitada a 1.200 unidades e com itens exclusivos como a pintura “saia e blusa”.

Modelo e-Bulli | Foto: Divulgação/Volkswagen

 

8 – e-BULLI?

A Volkswagen já iniciou as vendas da Kombi elétrica, chamada e-Bulli. O carro é baseado no modelo T1 Samba Bus de 1961. Segundo informações do site Argentina Auto Blog, há duas formas de ter a sua unidade: aqueles que já possuem um exemplar do clássico podem adquirir o kit de conversão para transformá-lo em um veículo totalmente elétrico. A outra possibilidade é comprar um e-Bulli das unidades que serão restauradas e então eletrificadas. Os preços na Europa partem de 64.900 euros (equivalente a mais de R$ 357 mil).

 

Fonte: Volkswagen e Estadão

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